A perda auditiva induzida por ruído representa um agravo relevante entre trabalhadores brasileiros, embora os registros oficiais ainda subdimensionem a real magnitude do problema. Em 2024, apenas 40 casos foram oficialmente reconhecidos como relacionados ao trabalho entre 65 milhões de segurados, enquanto estimativas indicam que mais de 3 milhões de pessoas podem ter algum grau de comprometimento auditivo por exposição contínua ao ruído. Enquanto especialistas alertam para a urgência de diagnósticos mais precisos e ampliação dos programas de conservação auditiva, fabricantes investem em Equipamentos de Proteção Auditiva (EPAs) que unem conforto, desempenho e tecnologia. A atualização das normas e o avanço na certificação desses dispositivos sinalizam um novo momento para o mercado e para a cultura de prevenção nas empresas, que ainda enfrentam desafios de adesão e conscientização.
O diagnóstico de Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) se baseia na audiometria tonal limiar, ainda considerada o padrão-ouro, e deve ser confirmado pelo histórico ocupacional e pela exclusão de outras causas. “A perda auditiva induzida por níveis elevados de pressão sonora não depende apenas do ruído em si. Fatores como tempo de exposição, suscetibilidade individual, doenças sistêmicas — como diabetes e hipertensão — e até infecções no ouvido podem acelerar a deterioração da audição”, explica a médica do trabalho e otorrinolaringologista Dra. Jene Greyce Oliveira da Cruz.
A redução do ruído na fonte, por meio de medidas coletivas e de engenharia, deve ser sempre a prioridade em qualquer ambiente de trabalho, independentemente do setor. “A indústria de transformação concentra a maior exposição ocupacional, mas o ruído urbano também representa um risco crescente”, afirma o pesquisador e docente em SST Remígio Todeschini, diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro.
Fonte: https://revistacipaeincendio.com.br/audicao-em-risco-vencendo-o-ruido-da-cultura/. Acesso em: 19 mar. 2026.
O ruído gerado por martelos, lixamentos, betoneiras e marteletes é um “inimigo invisível” no canteiro de obras. A utilização dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) adequados, selecionados com base no nível de atenuação necessário para cada função, é a última medida a ser utilizada para mitigar o risco. No entanto, o uso do EPI deve ser acompanhado por treinamentos e, sempre que possível, por medidas de proteção coletiva (EPCs), como o enclausuramento acústico de betoneiras e a manutenção periódica de ferramentas para reduzir a emissão sonora.
Visando um ambiente de trabalho em que o empregador se preocupe com os riscos existentes no canteiro de obras, sua tarefa na atividade de estudo para a disciplina de normas técnicas em segurança do trabalho é:
– Explique a diferença entre os três tipos de ruído: contínuo, intermitente e impacto.
– Relacione, escreva os nomes dos anexos da NR 15 que são relacionados ao ruído e indique qual o percentual de insalubridade para ruído caso o ambiente esteja insalubre e os trabalhadores não estejam adequadamente protegidos para cada anexo relacionado anteriormente.
– Explique se o ambiente está insalubre se o trabalhador estiver exposto a um ruído abaixo de 85 dB(A) com 8 horas de exposição e acima de 8 horas a 85 dB(A).
– Cite as três medidas de proteção que precisam ser implantadas e sua ordem de prioridade.
– A partir dos conhecimentos adquiridos sobre o ruído, explique com suas palavras a importância das ações relacionadas ao cuidado para a redução da perda auditiva induzida por ruídos.
Bons estudos!
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