QUESTÃO 2
Texto 1
Comecei este livro usando “povos da floresta”, conceito que costumo
usar em meus artigos […]. Povos da floresta implica que os povos pertencem à floresta, e não a floresta pertence aos povos. A crase no “a”
faz toda diferença. […] Quando compreendemos algo das centenas de
diferentes povos indígenas, o algo que os une, e quando compreendemos a origem de beiradeiros e quilombolas, alcançamos uma outra
camada de conhecimento. Esses povos não possuem a floresta, a formulação está clara. Afirmar apenas que pertencem a ela, porém, ainda
não é exato. Eles não pertencem, eles são, porque ser ribeirinho e quilombola e indígena, para além de qualquer estatuto, é se compreender
como natureza. Assim, não são povos da floresta, mas povos-floresta.
Deletamos a partícula de pertencimento – “da” – para que possam ser
reintegrados também na linguagem.
(Adaptado de: BRUM, E. Banzeiro Òkòtó: uma viagem à Amazônia Centro do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, p. 96-97, 2021).
a) Duas afirmações do texto 1 se referem a aspectos gramaticais que estão na base das conceituações apresentadas a partir
dos termos povos e floresta. Transcreva as duas afirmações e explique por que as expressões construídas a partir desses dois
termos indicam conceituações diferentes.
b) Considere a interpretação que a autora do texto 1 propõe para a expressão “povos da floresta”. A partir dessa interpretação,
reformule em discurso direto a pergunta feita à avó do personagem no texto 2, de modo que a resposta dada por ela seja
“sim”. Justifique a sua reformulação.
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