06. Leia o seguinte texto:
Era o que ele estudava. “A estrutura, quer
dizer, a estrutura” – ele repetia e abria as mãos
branquíssimas ao esboçar o gesto redondo. Eu
ficava olhando seu gesto impreciso porque uma
bolha de sabão é mesmo imprecisa, nem sólida
nem líquida, nem realidade nem sonho.
Película e oco. “A estrutura da bolha de sabão,
compreende?” Não compreendia. Não tinha
importância.
Importante era o quintal da minha meninice
com seus verdes canudos de mamoeiro,
quando cortava os mais tenros que sopravam
as bolas maiores, mais perfeitas.
Lygia Fagundes Telles, A estrutura da bolha
de sabão, 1973.
A “estrutura” da bolha de sabão é
consequência das propriedades físicas e
químicas dos seus componentes.
As cores observadas nas bolhas resultam da
interferência que ocorre entre os raios
luminosos refletidos em suas superfícies
interna e externa.
Considere as afirmações abaixo sobre o início
do conto de Lygia Fagundes Telles e sobre a
bolha de sabão:
I. O excerto recorre, logo em suas primeiras
linhas, a um procedimento de coesão textual
em que pronomes pessoais são utilizados antes
da apresentação de seus referentes, gerando
expectativa na leitura.
II. Os principais fatores que permitem a
existência da bolha são a força de tensão
superficial do líquido e a presença do sabão,
que reage com as impurezas da água,
formando a sua película visível.
III. A ótica geométrica pode explicar o
aparecimento de cores na bolha de sabão, já
que esse fenômeno não é consequência da
natureza ondulatória da luz.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.
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