MAPA – GESTÃO DO SISTEMA ÚNICO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E O TRABALHO COM FAMÍLIAS – 52_2026
Contextualização narrativa
Você foi recentemente aprovado em concurso público para a carga de assistente social no município de Rio da Esperança e foi lotado em um CRAS que atende a um território com alta concentração de famílias em situação de vulnerabilidade social. O diagnóstico socioterritorial, elaborado pela gestão e pela vigilância socioassistencial, aponta: elevado índice de desemprego (acima de 25% da população economicamente ativa), moradias precárias em área de ocupação irregular sujeitas a enchentes, aumento da violência doméstica (relatados 150 casos no último ano) e maior presença de adolescentes em situação de trabalho infantil (dados do Conselho Tutelar). O Relatório Anual de Gestão indica que, embora o CRAS realize atendimentos pontuais e encaminhamentos para benefícios (como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada), há fragilidades na execução do PAIF, baixa articulação com o SCFV e pouca integração com saúde, educação e conselho tutelar. Em reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social, usuários relatam que “o CRAS só serve para encaminhar para cesta básica e não nos acompanha de verdade”, enquanto a equipe aponta sobrecarga, falta de materiais para grupos e dificuldades de visitas domiciliares devido à insegurança territorial. A gestão municipal solicita, então, que a equipe do CRAS elabore uma proposta de reorganização do trabalho social com famílias nesse território, integrando os princípios da PNAS, da Tipificação Nacional dos Serviços e da NOB-RH/SUAS. Nesse contexto, você, como assistente social da equipe de referência, está convidado a assumir papel central na construção de um plano técnico que articule diagnóstico, planejamento, intervenção e avaliação, incorporando vivências reais do território.
Diante dessa situação, pense:
Como seria possível reorganizar o trabalho social com famílias na proteção social básica, em um território delimitado por múltiplas vulnerabilidades, de forma a superar práticas pontuais e assistencialistas e consolidar o CRAS como referência de proteção socioassistencial, articulando PAIF, SCFV, vigilância socioassistencial e trabalho em rede?
Para subsidiar esta proposta, você deve realizar uma visita a uma unidade pública de assistência social (CRAS, CREAS ou Centro POP) do seu município ou região ou, alternativamente, uma entrevista com um assistente social atuante no CRAS, coletando dados reais sobre desafios e boas práticas no trabalho social com famílias.
Etapas da atividade:
Organize seu trabalho seguindo as etapas a seguir. Recomenda-se usar subtítulos no relatório final. A ação imersiva é obrigatória e deve ser documentada com evidências (fotos, prints de contato, transcrição da entrevista ou relato detalhado da visita).
Etapa 1 – Ação imersiva prática (imersão no território real).
Escolha uma das opções a seguir:
Opção A (preferencial): visite um CRAS (ou outra unidade do SUAS) do seu município/região. Observe o funcionamento, fluxos de atendimento, grupos em andamento (SCFV, por exemplo), materiais disponíveis e interação com usuários. Registrar observações sobre trabalho social com famílias (visitas domiciliares, PAIF, articulações em rede). Inclua fotos do exterior da unidade, cartazes de serviços e, se autorizado, ambiente interno (respeitando anonimato e privacidade).
Opção B: entreviste um assistente social atuante no CRAS (presencialmente, por telefone ou videochamada). Consulte sobre: desafios no PAIF e SCFV, articulação com vigilância socioassistencial, estratégias de trabalho em rede e impacto da pandemia no atendimento familiar. Transcreva ou resuma as principais falas (com autorização verbal da entrevistada).
Documente a ação: descreva dados, local/pessoa entrevistada, metodologia (roteiro de perguntas ou guia de observação) e evidências (fotos, prints, transcrição).
Reflita: como essa vivência se relaciona ao caso do Rio da Esperança?
Etapa 2 – Análise do contexto socioterritorial no município de Rio da Esperança (diagnóstico sintético, incorporando a herança).
A partir da narrativa do caso, dos conteúdos da disciplina e dos dados da sua ação imersiva, apresenta uma análise do contexto socioterritorial.
Identifique as principais expressões da questão social no território (pobreza, trabalho infantil, violência doméstica, precariedade habitacional etc.), cruzando com o que você observou.
Relacione-as com o conceito de vulnerabilidade social e com as responsabilidades do SUAS e do CRAS na proteção social básica.
Etapa 3 – Elaboração de proposta de intervenção para o município de Rio da Esperança (plano de reordenamento do trabalho social com famílias).
Elaborar uma proposta de intervenção que contemple:
Objetivos gerais e específicos para o trabalho social com famílias.
Ações no âmbito do PAIF (atendimentos individuais, visitas domiciliares, grupos de famílias, oficinas socioeducativas).
União com o SCFV (grupos por ciclo de vida, estratégias de fortalecimento de vínculos).
Articulação em rede (saúde, educação, conselho tutelar, organizações da sociedade civil, conselho de assistência social).
Orientações finais ao estudante:
A atividade deve ser realizada obrigatoriamente no Modelo do Formulário Padrão do MAPA, disponível em MATERIAL DA DISCIPLINA.
O vídeo explicativo sobre o MAPA está disponível em MATERIAL DA DISCIPLINA.
A ação imersiva é obrigatória e deve ser realizada antes da elaboração do relatório. Se não puder visitar presencialmente, busque fontes alternativas, como reportagens e trabalhadores dos setores.
Utilize o livro da disciplina como referência central e inclua, no mínimo, duas outras referências (políticas públicas, legislação, artigos científicos ou documentos oficiais do SUAS).
Todas as instruções e referências devem seguir as normas da ABNT.
Revise cuidadosamente o texto antes do envio (coerência, ortografia, formatação, referências). Após o envio, não serão permitidas alterações ou reenvios.
Evite qualquer forma de plágio. Trechos copiados de materiais sem referência, ou trabalhos idênticos entre colegas, implicarão nota zero, conforme normas institucionais.
Em caso de dúvidas, entre em contato com o professor mediador com antecedência, pelo “Fale com o Mediador”.
Referências teóricas sugeridas:
BARETA, A. et al. Gestão do Sistema Único da Assistência Social e o Trabalho Social com Famílias. Maringá: UniCesumar, 2022. [Unidades 1, 2, 4 e 5].
BRASIL. Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS.
BRASIL. Política Nacional de Assistência Social – PNAS (2004).
Resolução CNAS nº 109/2009 (Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais).
Nossa equipe é composta por profissionais especializados em diversas áreas, o que nos permite oferecer uma assessoria completa na elaboração de uma ampla variedade de atividades. Estamos empenhados em garantir a autenticidade e originalidade de todos os trabalhos que realizamos.
Ficaríamos muito satisfeitos em poder ajudar você. Entre em contato conosco para solicitar o seu serviço.
