QUESTÃO 9
No início da novela Casa Velha, de Machado de Assis, o cônego
da Capela Imperial, um personagem da história, assumindo a
voz narrativa dela, conta a seus interlocutores:
“– Não desejo ao meu maior inimigo o que me aconteceu no
mês de abril de 1839.”
(MACHADO DE ASSIS. Casa Velha. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986, p. 11.)
De acordo com o texto, o acontecimento desagradável que vitimou o religioso faz com que ele possa ser considerado, ao final
da narrativa, como
a) um boêmio que se sente entediado na presença dos convivas da Casa Velha: “Disseram-me que era amiga da família,
e se chamava Mafalda. (…) Creio que disseram ainda outras
coisas; mas não me interessando nada, nem a conversação,
nem a hóspeda, (…) deixei-me estar comigo” (p. 29-30).
b) um antiescravista, obrigado a conviver, na mesma casa grande, com senhores, agregados e escravos: “Lalau (…) com as
mãos no ombro do moleque, ora fitava os olhos na carapinha deste, ouvindo somente as palavras de Félix; ora erguia-
-os para o moço (…)” (p. 67).
c) um republicano que suporta um velho Coronel de posições
conservadoras: “Reverendíssimo, (…) os farrapos invadiram
Santa Catarina, entraram na Laguna, e os legais fugiram.
Eu, se fosse o governo, mandava fuzilar a todos estes para
escarmento…” (p. 89).
d) um ingênuo que se deixa iludir em suas relações pessoais:
“nem por sombras me acudiu que a revelação de Dona Antônia podia não ser verdadeira (…) Não adverti sequer na
minha cumplicidade. Em verdade, eu é que proferira as palavras que ela trazia na mente (…)” (p. 89).
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