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Para Marques e Oliveira (2009): “[…] os Intérpretes de Línguas de Sinais são momentos na vida das pessoas surdas, assim como a visão não pode subsistir sem o globo ocular nem a cor sem uma base, os Intérpretes de Línguas de Sinais são essencialmente uma parte do todo: ser surdo.”.
Gomes e Gesser (2018), afirmam que o intérprete deve ter noção dos desafios que enfrentará ao acompanhar um surdo e mediar sua comunicação. Isto porque, para muitos, infelizmente, o indivíduo surdo é encarado como desconhecido, de hábitos curiosos, tal qual um corpo estranho ao qual grande parte dos ouvintes, por desconhecer suas peculiaridades culturais, o rechaçam ou, no mínimo, o evitam. (…) O intérprete, então, por ter o conhecimento de ambas as línguas, bem como da identidade do surdo, acaba, apesar de sua neutralidade, introduzindo o surdo e suas características nos cenários ouvintes desconhecidos. Geralmente, esta inserção não é fácil, pois a ação do intérprete deve ser isenta de paternalismo, funcionando apenas com o intuito de apresentar o surdo como usuário de outra língua e integrante de outra cultura.
GOMES, Celina de Oliveira Barbosa; GESSER, Audrei. Entre a cultura surda e a cultura ouvinte: desafios e papéis do intérprete de libras/português na subjetivação do surdo. Edições UESB, 2018.
Com base no exposto acima, avalie as afirmações a seguir como (V) para verdadeiras e (F) para falsas:
I. O profissional intérprete de língua de sinais demanda comprometimento, ética, neutralidade e integridade para mediar a comunicação.
II. O intérprete deve ser sim um canal de diálogo entre surdos e ouvintes, respeitando suas peculiaridades.
III. O surdo existe em função do intérprete e de suas determinações, não é autônomo e não dispõe de identidade cultural própria.
As afirmações I, II e III são, respectivamente: