A análise de Lugones incorpora uma perspectiva interseccional, enfatizando que as opressões sofridas pelas mulheres indígenas não podem ser explicadas isoladamente como questões de gênero ou raça. Em vez disso, essas categorias se sobrepõem, interagindo com outras formas de dominação, como o imperialismo e o patriarcado, o que reforça múltiplas camadas de opressão. Nesse contexto, as estratégias de resistência das mulheres indígenas devem abordar todas essas dimensões simultaneamente, enfrentando a complexidade de um sistema que procura subjugá-las em diversas frentes.
MARCOLINO, Maria Luisa Soares. Das margens ao centro: mulheres indígenas nas esferas de poder contemporâneo (1988-2023). Orientadora: Cláudia Cristina do Lago Borges. 2026. Dissertação (Mestrado em História e Cultura Histórica) – Programa de Pós-Graduação em História, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2026. Leia na íntegra em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37776 (acesso em 30 de abril de 2026).
A história das mulheres indígenas no Brasil foi, por muito tempo, narrada sob uma ótica androcêntrica e colonial, que as reduzia a figuras passivas ou silenciadas no processo de conquista. No entanto, estudos recentes da Etnohistória e os conceitos de Colonialidade de Gênero (María Lugones) revelam uma realidade distinta: as mulheres sempre foram pilares da organização social, política e econômica de seus povos. Se no período colonial o “patriarcado de baixa intensidade” (Rita Segato) permitia formas de trânsito de poder feminino dentro das aldeias como o controle das esposas mais velhas sobre o trabalho agrícola e ritos antropofágicos, a modernidade colonial impôs hierarquias rígidas que aprofundaram a violência e a exclusão dessas mulheres. Hoje, o movimento de mulheres indígenas representa uma das frentes mais potentes de descolonização no Brasil, ocupando as universidades, as cadeiras políticas e as artes, provando que a luta pela terra é indissociável da luta pelos seus corpos e identidades.
Para realizar esta atividade, você deverá utilizar a ferramenta Canva para criar um material gráfico (em formato de e-book) que contenha as duas partes descritas a seguir:
PARTE 01 – Análise Dissertativa e Crítica
Produza um texto dissertativo-argumentativo (entre 15 e 30 linhas) articulando os Textos de Apoio I e II e o livro da disciplina. Sua análise deve:
- a) Estabelecer uma relação histórica: Compare o papel da mulher indígena no período colonial (destacando sua importância na organização familiar e rituais) com os desafios e o protagonismo enfrentados na sociedade brasileira atual.
- b) Abordar a Colonialidade: Discuta como a transição do “patriarcado de baixa intensidade” para a “colonialidade de gênero” impactou a vida das mulheres originárias.
- c) Propor Soluções: Conclua sua análise sugerindo duas ações governamentais concretas que possam contribuir para a redução da violência de gênero e o fortalecimento dos direitos das mulheres indígenas hoje.
PARTE 02 – Biografia de Referência: Mulheres que Inspiram
Escolha uma personalidade feminina indígena da atualidade e organize sua biografia contendo:
Identificação: Nome da personalidade, etnia, data de nascimento e local de origem (Estado e Aldeia/Reserva).
Trajetória e Formação: Formação acadêmica e principais marcos de sua carreira.
Contribuição Intelectual/Ativista: Livros publicados, participação em eventos internacionais (como a COP) ou rodas de conversa.
Projetos e Atuação Atual: Descrição dos projetos em andamento e seu papel principal hoje (política, acadêmica, artista, ativista, etc.).
Conexão Digital: Insira o @ do Instagram e um print da tela inicial da página da personalidade escolhida.
Galeria Visual: Insira, no mínimo, três fotos da personalidade que ilustrem sua trajetória.
Justificativa Pessoal: Escreva um breve texto (até 10 linhas) explicando por que você escolheu essa liderança e qual a importância do legado dela para o ensino de História.
Orientações:
Para a realização desta atividade MAPA você deverá obrigatoriamente usar o recurso CANVA.
Fazer o seu login gratuitamente e acessar o recurso.
Ir em “O que você quer criar” e digitar na lupa de busca o termo “e-book”.
Com este click vão surgir muitas opções de templates que você pode escolher.
Escolha um template gratuito para organizar seu “e-book”.
Na primeira página faça uma capa contendo: nome completo, polo, registro acadêmico e um título para o seu texto (no centro da página).
Na segunda página você deverá escrever a Parte 01 (seu texto argumentativo/dissertativo, com no máximo 30 linhas).
Na terceira página você vai começar a organizar a Parte 02 (biografia da personalidade feminina escolhida para elaboração de seu e-book)
Na quarta página é imprescindível que tenha as referências bibliográficas (os autores, livros, artigos, reportagens, páginas acessadas para a realização deste e-book).
Concluído seu e-book, você vai no canto superior direito clique em “Compartilhar”, vai em “baixar”, depois em “formato de arquivo”, procure a opção “PDF Padrão” e conclua a ação no botão “baixar”.
Prontinho! Seu e-book estará salvo em seu computador e/ou dispositivo móvel.
Agora é só anexar no espaço reservado para o envio da Atividade Mapa, concluir e finalizar.
Nossa equipe é composta por profissionais especializados em diversas áreas, o que nos permite oferecer uma assessoria completa na elaboração de uma ampla variedade de atividades. Estamos empenhados em garantir a autenticidade e originalidade de todos os trabalhos que realizamos.
Ficaríamos muito satisfeitos em poder ajudar você. Entre em contato conosco para solicitar o seu serviço.
