14. Da moenda para a célula a combustível: caldo de cana é usado para produzir energia
elétrica
“Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão associado à
USP, testaram o uso de caldo de cana para gerar energia elétrica em células a combustível. O
processo dispensa a transformação do caldo in natura em etanol, feita nas usinas de álcool,
impedindo a formação de resíduos nocivos ao meio ambiente. Após o êxito dos experimentos em
laboratório, os cientistas vão desenvolver a aplicação da técnica em escala industrial. ‘A célula a
combustível tem o mesmo princípio de funcionamento de uma pilha. A diferença é que o
combustível serve como reagente para ser consumido e gerar eletricidade’, explica o
pesquisador do Ipen, Almir Oliveira Neto, que coordenou a pesquisa. ‘No dispositivo que foi
desenvolvido na pesquisa, a oxidação do caldo de cana acontece no ânodo e a redução de
oxigênio no cátodo. O objetivo do experimento era obter energia da biomassa com o mínimo
impacto ambiental possível. Para isso, utilizou-se o caldo de cana em uma célula a combustível
para gerar energia elétrica’, diz o pesquisador. ‘O uso do caldo de cana direto evita a formação
de vinhaça, um resíduo ambientalmente perigoso decorrente da produção de etanol,
contribuindo, assim, para a preservação do meio ambiente’.”
Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ (Adaptado).
De acordo com o texto, a pesquisa com caldo de cana apresentou resultados promissores em
relação à sustentabilidade ambiental, porque
(A) o caldo in natura é obtido com facilidade, demandando somente a utilização das moendas, o
que barateia os custos do processo.
(B) a energia elétrica proveniente da célula a combustível é considerada limpa, já que esse
dispositivo dispensa o uso de pilhas, cujo descarte constitui um problema ambiental.
(C) a vinhaça, resíduo danoso ao meio ambiente, deixa de ser produzida ao se evitar a
transformação do caldo de cana em álcool.
(D) a célula a combustível se destaca pela economia energética gerada ao funcionar como uma
pilha, reduzindo a quantidade de caldo de cana utilizada.
(E) o Ipen não produz o caldo de cana em escala industrial, o que diminui a produção da
vinhaça poluidora do meio ambiente.
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