MAPA – ARQ – ATELIÊ DE PAISAGISMO URBANO – 52_2026
Atividade MAPA – Ateliê de paisagismo urbano.
Identificação
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Ateliê de Paisagismo
Professor: Prof.ª Ma. Bruna Folmer
Nesta atividade, você será desafiado a desenvolver um projeto de PRAÇA EDUCACIONAL em nível de ANTEPROJETO, aplicando de forma prática a metodologia de projeto arquitetônico apresentada ao longo da disciplina. Este MAPA foi estruturado para conduzir você passo a passo, desde a leitura do lugar até a elaboração do anteprojeto.
Lembre-se de que projetar não é apenas desenhar espaços, mas criar experiências, qualificar a cidade e ensinar por meio da arquitetura.
ATENÇÃO:
O trabalho poderá ser realizado individualmente, em duplas e trios, conforme a preferência dos estudantes. Todos os integrantes do grupo devem entregar o trabalho individualmente em seu ambiente de estudos, e no arquivo entregue, o carimbo do trabalho (disposto em todas as pranchas) deve conter o nome completo e o RA de todos os participantes do grupo. Assim também a ficha da participação das práticas do grupo, constando os nomes dos integrantes e as atividades desenvolvidas pelos integrantes durante a semana do módulo.
Atenção sobre formação de grupos e escolha do terreno:
Os grupos devem ser formados apenas por alunos do mesmo polo ou atendidos pelo mesmo tutor.
O terreno será fornecido exclusivamente pelo tutor. Você poderá solicitá-lo a partir da primeira prática da disciplina, que acontece na segunda semana de aula.
Este trabalho não se configura como um projeto legal ou executivo. O foco está no raciocínio projetual voltado ao paisagismo, enfatizando a clareza na representação gráfica das soluções propostas.
LEIA ATENTAMENTE TODO O ROTEIRO ANTES DE INICIAR O PROJETO!
IMPORTANTE:
Nesta atividade, você deverá desenvolver uma praça que ensine por meio do espaço, considerando:
Urbanismo → relação com a cidade, fluxos e acessos.
Paisagismo → vegetação, conforto ambiental e ambiência.
Tecnologia → soluções sustentáveis e estratégias inteligentes.
O objetivo é projetar um espaço público educativo, acessível e significativo.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, você deverá representar graficamente suas decisões e justificá-las de forma clara.
SUGESTÃO
Inicie o projeto já nas primeiras semanas de aula. Esta é uma atividade extensa, que exige tempo de reflexão, testes e ajustes. Utilize as aulas conceituais, aulas ao vivo e os encontros presenciais para amadurecer seu projeto.
ETAPAS DO PROJETO
Uma mesma prancha pode conter mais de uma etapa, desde que as informações estejam claras e bem organizadas.
A praça deverá ser projetada como um ambiente em que o aprendizado acontece por meio da experiência espacial, sem depender exclusivamente de textos.
A arquitetura deve ensinar por meio de:
Forma.
Materialidade.
Percurso.
Paisagem.
Tecnologia.
Um bom projeto será aquele em que o usuário aprende ao vivenciar o espaço.
PERFIL DE USUÁRIO – COMUNIDADE EDUCATIVA URBANA
A praça será utilizada por:
Crianças.
Jovens.
Adultos.
Idosos.
Estudantes e professores.
Famílias.
Comportamento esperado:
Aprender de forma livre e interativa.
Permanecer no espaço.
Explorar e descobrir.
Utiliza para lazer e convivência.
Necessidades a serem atendidas:
Espaços educativos ao ar livre.
Áreas de permanência.
Percursos acessíveis.
Conforto ambiental.
Segurança.
Lembre-se de que as etapas não correspondem necessariamente a uma prancha cada, mas sim ao processo de desenvolvimento do projeto.
ETAPA 01 – Análise de Condicionantes
O terreno a ser utilizado no desenvolvimento do projeto será definido pelo tutor das aulas práticas e terá, no mínimo, 1.000 m².
Todas as decisões projetuais deverão considerar as características específicas do lote fornecido, incluindo:
Condicionantes físicos.
Condicionantes climáticas.
Características do entorno.
Legislação urbana vigente (zoneamento, recuos, taxa de ocupação etc.).
Analise tudo o que o terreno e o perfil escolhido oferecem como limitações e potencialidades:
Condicionantes urbanas.
Condicionantes climáticas.
Características do entorno (paisagem, vegetação existente).
Topografia.
Condicionantes pessoais e programáticas.
Esta etapa deve ser representada por diagramas, esquemas, tabelas e pequenos textos. Não produza apenas texto.
ETAPA 02 – Desenvolvimento do Conceito, Partido Arquitetônico e Memorial
Nesta etapa, você deverá definir o conceito do projeto e o partido arquitetônico da praça, articulando as ideias com o memorial descritivo e justificativo. O objetivo é que todas as decisões projetuais sejam coerentes e fundamentadas.
Deve conter:
Conceito do projeto – a ideia central que orienta todas as decisões de forma clara e objetiva.
Partido arquitetônico – estratégia espacial e volumétrica, percursos, articulação de usos, integração com paisagem e urbanismo.
Memorial descritivo e justificativo – texto que explique as escolhas de forma detalhada: materiais, vegetação, circulação, conforto ambiental, acessibilidade e soluções tecnológicas.
Representação gráfica obrigatória:
Devem ser produzidas pranchas ilustrativas, incluindo diagramas, esquemas e cortes conceituais.
Nas pranchas devem ter no mínimo dois correlatos, ou seja, referências visuais ou exemplos de soluções similares que inspiraram seu projeto.
Esta etapa integra análise conceitual, fundamentação teórica e representação gráfica, garantindo que o projeto seja coerente, educativo e significativo.
ETAPA 03 – Setorização e Volumetria
Definir:
Setor educacional.
Setor de convivência.
Setor paisagístico.
Setor de serviços.
Representar:
Fluxos.
Acessos.
Hierarquia.
ETAPA 04 – Anteprojeto
Entrega mínima:
Memorial descritivo e justificativo.
Tabelas de vegetação e mobiliário.
2 Correlatos.
Implantação.
Planta(s).
Planta de paisagismo.
2 cortes.
2 Elevações.
Perspetivas (no mínimo duas).
PROJETO PAISAGÍSTICO – EXIGÊNCIAS
O paisagismo é parte essencial do projeto e deve estar integrado ao conceito “Aprender com o Espaço”.
TABELA DE VEGETAÇÃO (OBRIGATÓRIA)
Deverá conter:
Imagem da Planta.
Nome popular.
Nome científico.
Porte.
Tipo.
Função no projeto.
Quantidade.
Espaçamento.
Localização.
EXEMPLO:
Tabela 01: Tabela de Vegetação
| Nº | Nome popular | Nome científico | Porte | Tipo | Função no projeto | Quant. | Espaçamento | Localização |
| 01 | Ipê-amarelo | Handroanthus albus | Médio | Árvore | Sombra e destaque paisagístico | 6 | 5,0 m | Praça central |
| 02 | Lavanda | Lavandula angustifolia | Pequeno | Arbusto | Sensorial (olfato/toque) | 40 | 0,5 m | Jardim sensorial |
| 03 | Hortelã | Mentha spicata | Pequeno | Herbácea | Pedagógica (uso culinário) | 20 | 0,4 m | Horta educativa |
Fonte: elaborado pelo professor, 2026.
TABELA DE MOBILIÁRIO (OBRIGATÓRIA)
Deverá conter:
Imagem do mobiliário.
Tipo de elemento.
Material.
Função.
Quantidade.
Localização.
EXEMPLO:
Tabela 02: Tabela de Mobiliário
| Nº | Elemento | Material | Função | Quant. | Localização |
| 01 | Banco | Madeira + metal | Permanência e descanso | 15 | Ao longo dos percursos |
| 02 | Lixeira | Metal | Coleta de resíduos | 10 | Áreas de circulação |
| 03 | Pergolado | Madeira | Sombreamento | 3 | Área de convivência |
Fonte: elaborado pelo professor, 2026.
PLANTA DE PAISAGISMO
Deverá apresentar:
Distribuição das espécies.
Legenda.
Diferenciação gráfica.
Relação com os usos do parque.
SETORIZAÇÃO PAISAGÍSTICA
Organização das áreas verdes:
Sombra.
Permanência.
Sensorial.
Áreas abertas.
ESTRATÉGIAS AMBIENTAIS
Representar:
Insolação.
Ventilação.
Sombras.
Drenagem.
SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS
Exemplos:
Jardim de chuva.
Piso permeável.
Reuso de água.
Vegetação nativa.
MEMORIAL PAISAGÍSTICO
Texto explicando:
Conceito.
Escolha das espécies.
Relação com o tema.
EXIGÊNCIA ESPECIAL – VEGETAÇÃO PEDAGÓGICA
Cada aluno deverá escolher no mínimo 1 espécie vegetal com função pedagógica clara.
O que apresentar:
Qual é a espécie.
O que ela ensina.
Como o usuário interage com ela.
Onde está localizada no projeto.
A vegetação deve ser utilizada como ferramenta de aprendizado, não apenas estética.
FORMATO DE APRESENTAÇÃO
Pranchas em A1 (paisagem).
Norte obrigatório.
Escalas adequadas.
Arquivo único em PDF.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este projeto não busca apenas uma praça bem desenhada.
Busca um espaço que:
Ensine sem precisar explicar.
Integre arquitetura, cidade e natureza.
Utilize tecnologia com intenção.
Proporcione experiências significativas.
Um bom projeto será aquele em que o usuário consegue aprender algo apenas ao percorrer o espaço.
Bom trabalho!
REFERÊNCIAS:
ABBUD, B. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura paisagística. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.
ARCHDAILY BRASIL. Paisagismo: desenhos, referências e conceitos. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/947428/paisagismo-desenhos-referencias-e-conceitos. Acesso em: 19 mar. 2026.
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CHACEL, F. Paisagismo e Ecogênese. São Paulo: Nobel, 2003.
CHING, F. D. K. Arquitetura: Forma, Espaço e Ordem. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013.
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GOTHEIN, M.-L. A History of Garden Art. London: J.M. Dent, 1927.
JELLICOE, J.A.; JELLICOE, S. The Landscape of Man: Shaping the Environment from Prehistory to the Present Day. London: Thames & Hudson, 1995.
KLIASS, Rosa. Desenhando paisagens, moldando uma profissão. São Paulo: Blucher, 2010.
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MC HARG, Ian. Design With Nature. New York: Wiley, 1969.
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PINTEREST. Referências de paisagismo. Disponível em: https://www.pinterest.com/giuliamariotti7/references-landscape/.
Prefeitura Municipal. Código de Obras e Legislação Urbana vigente.
REID, G. W. Landscape Graphics. New York: Wiley, 2010.
VAN LENGEN, J. Manual do Arquiteto Descalço. Porto Alegre: Bookman, 2004.
WALDHEIM, C. (org.). The Landscape Urbanism Reader. New York: Princeton Architectural Press, 2006.
Nossa equipe é composta por profissionais especializados em diversas áreas, o que nos permite oferecer uma assessoria completa na elaboração de uma ampla variedade de atividades. Estamos empenhados em garantir a autenticidade e originalidade de todos os trabalhos que realizamos.
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