Para João Fernandes, o modo como a poliginia e os rituais antropofágicos têm sido analisados são bons indicadores das distorções produzidas pelo olhar androcêntrico nas ciências humanas e sociais: O problema da poliginia é exemplar disso: instituição central para os Tupinambá – e no contexto interétnico colonial – e abominada pelos jesuítas; encarada por […]
Ter muitas esposas e filhas possibilitava o acesso a muitos genros e, desse modo, os grandes chefes e pajés prosperavam na guerra com os homens e na economia com o trabalho das mulheres. Os compromissos do noivo com a família da noiva foram rapidamente percebidos pelos missionários: “A suas filhas nenhuma cousa dão em […]
Entre os Tupinambá, casamento e poder caminhavam juntos. Criava, nas palavras de Florestan Fernandes (1963, p. 217), uma “gerontocracia”, em que o poder dos mais velhos, homens e mulheres, prevalecia sobre os jovens e onde os homens assumiam o papel de liderança em suas respectivas famílias e aldeias. Os morobixabas, por exemplo, eram respeitados […]
O parentesco se estabelecia por meio da linhagem paterna, e era tabu o casamento consanguíneo. A regra matrimonial mais praticada era a de tipo avuncular, que dava ao tio materno a preferência de casamento com as jovens sobrinhas, pois elas não eram consideradas parentes consanguíneas. Esta regra matrimonial era secundada pelo casamento entre primos […]
Ali onde não existem distinções de casta ou classe e onde o trabalho é organizado em função de linhas de sexo e idade, com predominância clara do trabalho feminino, é o casamento que regulará privilégios e hierarquias, desigualdades inerentes a qualquer organização social humana. O parentesco se estabelecia por meio da linhagem paterna, e […]
Os Tupinambá são, entre os diversos povos indígenas do período colonial, o mais bem estudado e conhecido. Sobre eles, tem sido registrado que não possuíam “regras positivas de casamento” (Cunha, 2009, p. 82), mas isso não quer dizer que não tinham um sistema de casamento “verdadeiro”, como alguns colonos e missionários acreditavam (Moreira, 2018). […]
Na historiografia sobre o Brasil colonial, tem crescido o interesse pelas mulheres indígenas, e autores como Florestan Fernandes (1966; 2006), João Azevedo Fernandes (2016), Ronaldo Vainfas (1992; 1995; 2008) e Ronald Raminelli (2008) são referências importantes e precursoras para o debate da questão. […] Outros estudos têm problematizado as funções e lugares ocupados pelas […]
MAPA – HIST – HISTÓRIA INDÍGENA – 52_2026 Caro (a) acadêmico (a) para o desenvolvimento desta atividade Mapa é necessário realizar primeiramente a leitura dos materiais em destaque: Texto de Apoio 1 Mulheres indígenas, conquista espiritual e patriarcalismo colonial Na historiografia sobre o Brasil colonial, tem crescido o interesse pelas mulheres indígenas, e autores […]
e) Por que estudar temas como o Nazismo e os autoritarismos nos ajuda a valorizar a democracia e os direitos humanos nos dias de hoje? Orientações: Para maior facilidade na execução deste MAPA, a seguir, apresentamos mais detalhes sobre a sua realização: – Para esta atividade, você deverá utilizar o template, formulário padrão que […]
d) Nas redes sociais, muitas vezes atacamos pessoas ou compartilhamos mensagens de ódio sem pensar muito no assunto. Como isso se relaciona com a ideia de “parar de pensar” discutida por Arendt? e) Por que estudar temas como o Nazismo e os autoritarismos nos ajuda a valorizar a democracia e os direitos humanos nos dias […]
